(Que deve ser respeitado..)
Em tempos passados a velhice era um estágio da vida privilegiado e honrado. Aos mais velhos cabiam as decisões mais importantes da família. Na Grécia, eles eram homens de grande importância nas assembléias que definiam os rumos da Pólis (Cidade-Estado). Tinham um importante trabalho social como educadores e guias.
Com a 2ª Revolução Industrial, a produtividade virou sinônimo de utilidade. A sociedade acabou por absorver a ideologia do modelo econômico vigente de que os idosos são uma "força sem valor". Mesclada ainda a imagem vendida pela mídia de que o homem perfeito, o super-homem, é aquele que não possui qualquer tipo de debilidade, o respeito e admiração aos idosos transformou-se numa atitude de abandono, impaciência e até de violência.
Esquece-se que, como seres humanos, eles possuem sentimentos e desejam realizar uma função útil na sociedade, sendo reconhecidos pelo esforço e trabalho que dedicaram durante o inevitável percurso da vida. O que falta é a oportunidade e apoio. A criação de centros de atividades, ou mesmo de pequenos cursos, por exemplo, melhoram a qualidade de vida daqueles que se encontram na chamada melhoridade.
Diz-se que "a velhice é um posto", um estado de vida em que o declínio físico e mesmo psíquico é compensado pela bagagem de conhecimento e experiência adquiridos. Não é, pois, apenas sinônimo de fim da vida, mas em muitos casos é também um momento privilegiado. Momento este que, quando repartido com os mais jovens, promove uma inclusão social. Cabe aos mais novos, porém, reconhecer essa honra e amparar a quem deles necessita. E como argumento, sucito lembrar-lhes que os jovens de hoje serão os mais velhos de amanhã.